Durante a última semana, moradores do conjunto de favelas da Maré vêm sofrendo para acessar cuidados essenciais em saúde ofertados nas unidades básicas do território. Diante do cenário de operações diárias efetuadas pelas forças de segurança e ordem pública, uma das principais unidades básicas de saúde da Maré, que acompanha as condições de saúde de um número elevado de moradores, permaneceu fechada, o que produz impactos negativos imediatos e duradouros na saúde de seus moradores. A cada operação há uma média de 360 atendimentos interrompidos.
Na sua atuação territorial, a Redes da Maré tem acompanhado com preocupação o drama dos moradores que, diante desse cenário, acabam expostos ao agravamento das suas condições de saúde física e mental. Durante esses dias de seguidas operações, algumas ações voltadas à saúde da mulher, à saúde bucal e de prevenção à tuberculose entre população em situação de rua da Maré, previamente planejadas entre as unidades básicas de saúde e a Redes da Maré foram canceladas em decorrência das operações.
Preocupa-nos também aquelas situações em que o agravamento dos quadros impostas pela interrupção ou limitação do acompanhamento possa implicar em graves riscos para a saúde, como os vários casos de hipertensão, gravidez de risco e consultas e exames agendados pela regulação SISREG.
Nesse sentido, questionamos ao poder público para que evidencie o seu planejamento para garantir o direito à saúde na Maré frente ao cenário de repetidas operações das forças de segurança e ordem pública que, neste caso, impõem importantes restrições no direito à saúde dos moradores.
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