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Maré recebe cabine manto para contar e tecer histórias sobre o clima

Moradores da Maré recebem cabine para gravar histórias sobre mudanças climáticas e oficinas para tecer manto de memórias. Peças vão passar por mais cidades até chegar a Belém (PA), em exposição na cidade, durante a COP 30

A partir desta quarta (4), o Centro de Artes da Maré, equipamento da Redes da Maré, recebe instalação do Museu da Pessoa que vai levar vivências e manto tecido por brasileiros até Belém (PA), numa exposição na cidade durante a COP 30

Rio de Janeiro, 03 de junho de 2025 - Ondas de calor, inundações fluviais e aumento do nível do mar são os três principais riscos climáticos que podem afetar os moradores do maior conjunto de favelas do Rio de Janeiro, a Maré, onde vivem 140 mil pessoas, de acordo com um estudo feito pela Redes da Maré e WayCarbon. Para ouvir de que forma os moradores já sentem estas e outras consequências das mudanças climáticas, a Redes da Maré recebe, a partir desta quarta-feira, 4 de junho, a Cabine Manto, uma iniciativa do Museu da Pessoa que vai estar no espaço, até o dia 11 de junho, para colher relatos e histórias da população. Em seguida, a cabine irá passar por algumas cidades do país, ouvindo brasileiros sobre o assunto, até chegar a Belém (PA), em exposição, no mesmo período em que a cidade recebe a COP 30. 

Foto: Andrea Blum

Foto: Andrea Blum

A chegada da Cabine Manto a Maré é o segundo de oito movimentos da programação 2025 do Museu da Pessoa, um conjunto de ações que integra a programação “Vidas, Vozes e Saberes em um Mundo em Chamas”, do Museu da Pessoa. Depois do Rio de Janeiro, a iniciativa vai para Porto Alegre (RS), no Museu da Cultura Hip Hop, e depois segue para o território dos Karajá (MT).

Na prática, os moradores podem se dirigir ao Centro de Artes da Maré (CAM), equipamento cultural da Redes da Maré, e, de forma espontânea, registrar em vídeo suas histórias e percepções de como as mudanças climáticas estão impactando a sua vida. As narrativas vão compor uma coleção dedicada ao tema na plataforma virtual e gratuita do Museu da Pessoa. O evento de lançamento da iniciativa será no dia 4 de junho, às 10h, no CAM.

 

Paralelamente ao registro das histórias, acontecem oficinas gratuitas abertas à população, que serão integradas à programação do espaço para tecer um manto com resíduos coletados por moradores. Os moradores do Conjunto de Favelas da Maré podem registrar sua história na cabine de 4 a 11 de junho, de segunda a sexta-feira, das 9h às 20h, e aos sábados, das 10h às 12h. O Centro de Artes da Maré fica na Rua Bittencourt Sampaio, 181, na Maré. A participação é gratuita e mais informações estão nas redes sociais @centrodeartesdamare e @museudapessoa.



 

 

Esta grande teia vai percorrer algumas cidades do Brasil sendo fabricada pelas mãos de pessoas de diversas regiões e tem como destino final uma exposição que acontece a partir de outubro em Belém (PA), no período da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), no Museu do Estado do Pará. A ideia da exposição é envolver e articular comunidades locais em uma ação cultural feita a várias mãos e ativar públicos como as comunidades ribeirinhas, periféricas e indígenas locais.

Sobre a Redes da Maré

A Redes da Maré é uma organização da sociedade civil, que nasceu da mobilização comunitária ainda nos anos 80. Formalizada em 2007, tem como missão tecer as redes necessárias para efetivar os direitos da população do conjunto de 15 favelas da Maré, onde residem em torno de 140 mil pessoas. Em seus projetos sociais, beneficia diretamente mais de 7 mil moradores, além de seus familiares e vizinhos. São ações nas áreas de educação, arte, cultura, memórias, identidades, saúde, segurança pública, acesso à justiça, direitos urbanos e socioambientais, que buscam superar a desigualdade histórica enfrentada pelas populações de favelas, com atenção especial para determinados segmentos sociais, como o de crianças e jovens e o de mulheres. O trabalho acontece a partir da mobilização e do protagonismo da população local e da articulação de uma ampla rede de parceiros, tecendo diálogos com instituições, sociedade civil, universidades, órgãos públicos e iniciativa privada. Saiba mais em redesdamare.org.br

Sobre o Museu da Pessoa

O Museu da Pessoa é um museu virtual e colaborativo que desde 1991 atua para que toda e qualquer pessoa da sociedade tenha o direito de registrar, preservar e compartilhar suas histórias. O propósito do Museu é inspirar, provocar e transformar a sociedade a partir do compartilhamento de diferentes vivências. São mais de 20 mil histórias de vida e 60 mil fotos e documentos catalogados e acessíveis, online e gratuitamente, a todas as pessoas que podem conhecer outras histórias e também registrar as suas próprias vivências. Em 2024, foram mais de 800 mil visitantes únicos. 

A programação 2025 do Museu da Pessoa apresenta o tema “Vidas , Vozes e Saberes em um Mundo em Chamas” tem como curador convidado o escritor, filósofo e líder indígena Ailton Krenak. A programação é composta por um conjunto de ações, organizadas em oito movimentos pelo país, que partem de uma perspectiva biocêntrica sobre o valor e o direito à vida, seja ela humana e não humana. A programação culminará em um manto de narrativas e de resíduos, tecido a muitas mãos que integrará a exposição a ser apresentada em Belém (PA), antes e durante a COP 30.

A Programação Cultural do Museu da Pessoa é viabilizada pelo Programa Nacional de Apoio à Cultura, por meio do Ministério da Cultura, com patrocínio oficial da Petrobras e patrocínio do Mercado Livre e 3M. As ações ainda contam com apoio financeiro do BNDES e parceria da Redes da Maré e do Museu Nacional dos Povos Indígenas, da Funai. Mais informações estão em museudapessoa.org

Mais informações: 

 

Redes da Maré

Andrea Blum

+55 21 98105-9338

andreablum@redesdamare.org.br

 

Museu da Pessoa

Marina Melz

+ 55 47 99689-3600

marina@melz.com.br

 

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