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Redes da Maré recebe parceiros apoiadores para fortalecer vínculos com o território

Fotos: @Dougloppes

A visita busca aproximar apoiadores e apresentar os resultados da atuação da organização na Maré

Nesta segunda-feira (16), a Redes da Maré recebeu representantes de empresas e organizações parceiras em uma visita a seus projetos e equipamentos pelo território. O grupo foi recepcionado no Centro de Artes da Maré pela fundadora e diretora da instituição, Eliana Sousa Silva, que contou sobre a origem da organização, o desenvolvimento de sua metodologia e como hoje está organizada. A proposta do encontro foi fortalecer os laços com os apoiadores, apresentando a atuação da Redes no território e o impacto social dos projetos. Ao dar as boas-vindas aos convidados, Eliana destacou a importância dessa aproximação.

“É muito importante para nós a presença de vocês aqui. Não se trata apenas de vocês receberem, verem e se alimentarem do que vão vivenciar hoje. Para nós, essa troca também é essencial para entender como as pessoas que contribuem conosco estão acessando o que estamos fazendo aqui”, falou.

Eliana também ressaltou o papel dos parceiros na concretização de soluções para os desafios enfrentados na Maré, bem como as mudanças estruturais que são possíveis a partir do investimento de atores externos. Durante a visita, os convidados conheceram um pouco da história do território, que se entrelaça à atuação da Redes ao longo de mais de duas décadas de trabalho.

 

 

Visitas a projetos e equipamentos

A visita também teve como propósito desmistificar narrativas sobre a Maré, apresentando uma metodologia focada em projetos como laboratório de ideias, produção de conhecimento, mobilização territorial e articulação de parceiros e incidência política. Os convidados conheceram ainda a dimensão da Redes da Maré em oito frentes de trabalho estruturais em diálogo com as áreas de educação, saúde, arte e cultura, segurança pública, meio ambiente, gênero, raça e território. Após a apresentação inicial, o grupo acompanhou uma aula de dança para mais de 40 mulheres, ministrada pela professora Luciana Barros, que foi aluna do Núcleo de Formação da Escola Livre de Dança da Maré. Em seguida, visitaram a Casa das Mulheres da Maré, no Parque União, onde foram recebidos por uma das coordenadoras, Mariana Aleixo, e pela diretora da Redes da Maré, Helena Edir. Elas apresentaram o espaço e as atividades desenvolvidas no local, como os projetos de formação em gastronomia e beleza (Maré de Sabores e Maré de Beleza) e os cursos de arte e cultura, focados em fortalecer e estimular o protagonismo e o empreendedorismo feminino e a geração de renda na região.

“É muito gratificante ver onde conseguimos chegar e entender que valeu a pena lutar pelas conquistas que tivemos aqui”, disse Helena, ao receber o grupo.

 

 

 

Início, meio e esperança

Os parceiros também visitaram a Biblioteca Escritor Lima Barreto, a Casa Preta da Maré e o prédio central da Redes na Nova Holanda, onde aconteceram os 15 projetos de educação. Ao longo do trajeto, eles conheceram outros equipamentos e foram apresentados aos conceitos que norteiam o trabalho da organização, bem como às principais demandas do território.

Para Carol Leal, representante da organização Dispositiva, o engajamento da comunidade é um dos principais diferenciais da Redes da Maré, assim como sua capilaridade para alcançar um número cada vez maior de pessoas. “Foi muito surpreendente, porque a gente não tem noção da dimensão do conjunto da Maré. Não sabíamos que são 15 favelas unidas, com mais de 140 mil pessoas. Ficamos muito impressionados com os espaços que a Redes vem ocupando, por conta da ausência do poder público. É um trabalho de formiguinha, feito no dia a dia, envolvendo pessoas do território e de fora para conhecerem a realidade daqui”.

O grupo também passou pela Praça da Paz, onde fica o memorial em homenagem às vítimas da violência armada na região. Na mesma área, conheceram o biodigestor instalado pelo Eixo de Direitos Urbanos e Socioambientais (Dusa) da Redes, que tem capacidade para limpar o canal ao lado da praça. A tecnologia foi implementada para reduzir a poluição em quase 99%, demonstrando que é possível pensar em soluções acessíveis para os problemas ambientais enfrentados pela população mareense.

A visita terminou na Areninha Cultural Herbert Vianna, espaço municipal em co-gestão com a Prefeitura. O local é palco de shows, seminários e projetos educacionais promovidos pela instituição, além de abrigar uma biblioteca. Thalita Menezes, integrante da equipe de impacto social da empresa Marsh McLennan, compartilhou suas impressões após o encontro: “A Redes da Maré é uma junção de início, meio e esperança. É gratificante. Levo comigo a energia de ver que existem, sim, pessoas que acreditam no outro. Existem, sim, pessoas que acreditam na coletividade e que, juntas, representam esperança para quem não tem acessibilidade social, econômica ou de vida. O que aprendi hoje é que quando todos se unem tudo é possível. Levo isso comigo, a união e a corrente”.

 

 

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