Escolas da Maré receberão projeto ambiental em parceria com a Redes da Maré
Uma composteira envolve muita gente, 15 composteiras envolvem muito mais. Na tarde de 25 de fevereiro, foi realizada uma reunião com diretores de creches e Espaços de Desenvolvimento Infantil (EDI) da Maré, para a apresentação do Projeto Tecendo Soluções nas unidades escolares. O encontro aconteceu no EDI Maria Amélia Castro e Silva Belford, na Nova Holanda, e contou ainda com a presença das equipes dos eixos Educação e Direitos Urbanos e Socioambientais (Dusa), da Redes da Maré.
O projeto Tecendo Soluções será realizado no âmbito do Programa Cidades Verdes Resilientes (PCVR), da Secretaria Nacional de Periferias (SNP), vinculada ao Ministério das Cidades, e prevê a instalação de 15 composteiras em 15 escolas municipais da Maré, oferecendo também orientação sobre o uso e o acompanhamento dos resultados obtidos pelo sistema de reciclagem de resíduos orgânicos. O Tecendo Soluções também prevê ações como a implantação de cinco telhados verdes, sete hortas comunitárias e 10 jardins de chuva.

Foto: @patrickmarinho
O local escolhido para o encontro teve importância fundamental. O EDI Maria Amélia já tem duas composteiras em funcionamento desde 2024. A iniciativa é fruto do projeto EcoClima, também do Eixo Dusa, que ofereceu formação educativa para jovens da Maré sobre o meio ambiente, além de ter construído protótipos de soluções ambientais, como um telhado verde e um biodigestor. ”As próximas 15 composteiras não terão um modelo pronto, mas uma conversa e escuta com os profissionais de educação para se chegar à melhor forma para cada unidade. O Tecendo Soluções é um projeto maior, que faz pensar sobre a problemática da produção de resíduos sólidos e orgânicos na Maré”, acrescenta Everton Pereira, geógrafo e coordenador do Eixo Dusa.
Andrezza Nóbrega Dias, diretora do EDI Maria Amélia Castro e Silva Belford, apontou os desafios e demandas de uma composteira, que na sua escola chegam a coletar mais de 300 quilos de resíduos orgânicos em cinco meses, gerando 100 litros de fertilizante. “Os desafios são os processos para acompanhar o andamento do sistema, a falta de recursos humanos. Contudo, é um projeto que soma muito com o eixo pedagógico. Os alunos a chamam de caixa que faz mágica, pois transforma lixo em adubo, para uma Maré mais sustentável”, destacou.
No fim do encontro, os diretores visitaram as composteiras e se comprometeram a levar a ideia de implementação para um debate nas suas escolas, podendo ou não aderir à iniciativa. “Agora queremos multiplicar esse projeto que transforma o território, além de contribuir e apoiar o projeto político pedagógico das escolas da região. A princípio será uma atuação até maio de 2027, para trabalhar o meio ambiente no território, algo que é um compromisso institucional”, comentou Andréia Martins, diretora da Redes da Maré.
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