A Redes da Maré manifesta sua indignação e profundo pesar diante das ações desrespeitosas do Governo do Estado do Rio de Janeiro na área da segurança pública, direcionadas aos moradores de favelas. São, normalmente, intervenções marcadas ostensivas e militarizadas, que têm resultado na violação sistemática dos direitos humanos, na destruição de vidas e no aprofundamento das negligências quando se trata da efetivação dos direitos das populações empobrecidas do país. Na última semana, a trágica situação em que uma pessoa foi morta e outra atingida por tiros dentro do campus da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) expôs, mais uma vez, certo desespero, mas também, o insucesso de uma política de segurança pública que aposta no confronto armado como solução para a violência urbana. A Fiocruz, um espaço dedicado à ciência e à saúde pública, foi palco de mais uma tragédia que poderia ter sido evitada. Este evento evidencia a gravidade da violência estatal que vivemos, que amque qual tem atingido contextos e instituições de relevância nacional e internacional. No período de 10 ae 13 de janeiro, o conjunto de favelas da Maré foi novamente alvo de operações policiais que deixaram um rastro de medo e destruição. A operação do dia 10, que mobilizou diversas unidades especializadas da PMERJ e PCERJ, resultou em sérias violações de direitos, incluindo invasão de domicílios, danos ao patrimônio e terror psicológico para os moradores. Hoje, 13 de janeiro, poucos dias depois, outra incursão policial na Maré reforçou o estado de constante tensão e insegurança a que as favelas são submetidas.
Entenda os impactos das intervenções policiais na Maré (42ª operação policial na Maré termina com quatro mortes e apenas uma foi periciada) leia AQUI
Redes da Maré, 13 janeiro de 2025.
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