« voltar   26.08.2026
GIRO pela Redes da Maré | Mulheres do Xingu, educação antirracista e programação cultural movimentam a Maré

Lara Machado

Formação sobre autismo e participação na celebração dos 25 anos do Observatório de Favelas, educação antirracista, inclusão e atividades culturais estão entre os destaques

 

A última quinzena da Redes da Maré reuniu encontros com mulheres indígenas do Xingu e com a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, ações de educação antirracista em escolas públicas da Maré, debates sobre segurança pública e acesso à justiça e uma programação cultural que passa pela Areninha Herbert Vianna e pela Mostra Maré de Música. Também entram no Giro a participação da organização no Festival De Favelas e a entrevista com a chef Mariana Aleixo sobre a trajetória do Maré de Sabores, confira:

 

 

 

Em entrevista comemorativa dos 16 anos de Maré de Sabores, Mariana Aleixo fala sobre como o projeto transformou a cozinha em espaço de formação, geração de renda, autonomia e disputa por direitos. Coordenadora da Casa das Mulheres da Maré e do Maré de Sabores, Mariana recupera a trajetória de um projeto que já formou cerca de 1.500 mulheres e discute como alimentação, trabalho e gênero se cruzam no cotidiano das mulheres da Maré. A conversa também aborda a construção de uma identidade gastronômica mareense e o papel da comida na preservação de memórias, saberes e histórias do território. Leia a entrevista completa. 

 

 

 

A Casa das Mulheres da Maré recebeu 18 mulheres da região do Xingu para um dia de troca de saberes sobre gênero, saúde, meio ambiente e participação na construção de políticas públicas. Realizado em 11 de agosto, o encontro reuniu representantes de 16 etnias, incluindo lideranças indígenas que atuam na defesa dos direitos das mulheres em seus territórios. A atividade aproximou a Redes da Maré e o Movimento Mulheres do Território Indígena do Xingu (MMTIX), com a participação da Fiocruz, por meio da FIOProSaS, iniciativa voltada à vigilância em saúde, à preservação ambiental, à equidade social e ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde diante das crises socioambientais e climáticas. 

 

 

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, e a secretária de Estado da Mulher e de Políticas Inclusivas, Bianca Pacheco, visitaram a Casa das Mulheres da Maré para conhecer as iniciativas e saberes territoriais a partir de quem constrói diariamente ações de formação, cuidado, geração de renda e garantia de direitos para meninas e mulheres da Maré. O encontro reforçou a importância da escuta das mulheres que vivem e atuam nas favelas para a formulação de políticas públicas conectadas às necessidades dos territórios. Confira a publicação da ministra.

 

 

 

A Redes da Maré participou da capacitação “Autismo, antes e depois do diagnóstico”, promovida pela Secretaria Especial de Inclusão da Prefeitura do Rio de Janeiro, em 14 de agosto. A organização foi representada por Aline Regina de Sousa, coordenadora da Bebeteca, assistente social, conselheira titular do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e mãe atípica. Conduzida pela neuropediatra Tamara Inácio, a atividade abordou o desenvolvimento infantil, a identificação e o diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista, os diferentes níveis de suporte, as hipersensibilidades, a seletividade alimentar e a importância do acompanhamento multidisciplinar. O encontro também discutiu políticas públicas de acolhimento, acessibilidade e inclusão para pessoas autistas, familiares e cuidadores.

 

 

 

A Redes da Maré vem atuando em 23 escolas públicas do território para aproximar a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (PNEERQ) do cotidiano escolar. As ações trabalham temas como racismo, identidade, pertencimento e representatividade e contribuem para a construção de práticas de educação antirracista junto a profissionais e comunidades escolares. Em um território onde 62,1% da população jovem é negra, segundo o Censo Maré, a iniciativa reforça a importância de incorporar a equidade racial às práticas pedagógicas e à rotina das escolas.

 

 

A Areninha Cultural Herbert Vianna segue movimentando a produção artística no território com processos de criação e apresentações abertas ao público. O Coletivo Papo de Laje está em residência artística no equipamento para desenvolver o espetáculo IBEJIS, em um processo que reúne pesquisa, experimentação e trocas em torno de infância, ancestralidade, comunidade e arte e segue até dezembro. Na segunda-feira (24), a Areninha também recebeu uma apresentação gratuita da Cia. Marginal, a primeira aberta ao público depois de um circuito realizado em escolas da Maré.

 

 

A Redes da Maré participou da II Mostra Patrícia Acioli, realizada na UFRJ, levando ao debate experiências de produção de dados sobre segurança pública, monitoramento de operações policiais e busca por acesso à justiça construídas a partir da Maré. Representantes da organização participaram das mesas “Arte, arquitetura e memória” e “Geração cidadã de dados”, apresentando iniciativas como o De Olho na Maré, que completou dez anos em 2026, e o uso da arquitetura forense na investigação do caso de Maiara Oliveira. A programação também abordou a percepção de moradores de favelas sobre operações policiais com confronto armado e reuniu pesquisadores, organizações da sociedade civil e defensoras e defensores de direitos humanos em torno dos temas memória, produção de evidências e justiça. Confira a matéria completa.

 

Essas são apenas algumas das ações realizadas pela Redes da Maré nas últimas semanas. Para acompanhar outras iniciativas, formações, pesquisas, mobilizações e oportunidades, siga nossas redes sociais e acompanhe as atualizações em nosso site ou na newsletter.

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