PROJETO

O projeto Ecoclima- Núcleo de Economia Circular e Clima na Maré, trata sobre os direitos socioambientais e justiça climática. A iniciativa em parceria com a Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, implementou três protótipos de soluções ambientais no conjunto de favelas da Maré.

As tecnologias foram escolhidas de acordo com a necessidade das quatro favelas abrangidas pelo projeto: Nova Holanda, Parque União, Rubens Vaz e Parque Maré. Foi instalado um biodigestor com sistema Wetland no canal Evanildo Alves, localizado entre as favelas Nova Holanda e Parque Maré.

O EDI Maria Amélia, na Nova Holanda, recebeu duas composteiras que já compostaram ao todo 309 quilos de resíduos produzidos pelo Espaço de Desenvolvimento Infantil. Enquanto na favela Rubens Vaz, as moradoras da casa que recebeu o telhado verde desfrutam da redução do calor dentro da residência.

 

Diagnóstico Socioambiental mapeia os principais problemas apontados pelos moradores da Maré. O Plano de Ação de Mitigação de Impactos das Mudanças Climáticas traz soluções concretas para a mitigação dos impactos ambientais no território. Enquanto o Guia de Educação Ambiental é um material didático com estratégias para mobilização comunitária. Já o livreto da Campanha Climão, com personagens inéditos, ilustra de forma acessível os desafios e caminhos para um futuro mais sustentável na Maré. Baixe, leia e compartilhe!

Conheça a Pesquisa Completa











As cartilhas de educação ambiental do projeto EcoClima, lançadas em setembro de 2024, foram desenvolvidas para sensibilizar e informar sobre os principais problemas socioambientais que impactam o conjunto de favelas da Maré. Cada cartilha explora desafios socioambientais relevantes, descreve os problemas enfrentados e apresenta alternativas para solucioná-los. Leia mais aqui!







Manuais. Leia mais aqui!







A grande quantidade de resíduos sólidos gerados, a escassez hídrica, o lixo flutuante, a precariedade das comunidades de pescadores e a degradação do manguezal são alguns dos impactos socioambientais vividos em todo o território da Maré, e que precisam ser enfrentados e solucionados para garantir a saúde e o bem-estar da população local. Uma série de ações integradas foram pensadas para lidar com esse cenário em prol do desenvolvimento da economia circular na Maré, tendo como reforço a conscientização sobre a educação ambiental dos mareenses.

 

O QUE É ECONOMIA CIRCULAR?

A grande quantidade de resíduos sólidos gerados, a escassez hídrica, o lixo flutuante, a precariedade das comunidades de pescadores e a degradação do manguezal são alguns dos impactos socioambientais vividos em todo o território da Maré, e que precisam ser enfrentados e solucionados para garantir a saúde e o bem-estar da população local.

Uma série de ações integradas foram pensadas para lidar com esse cenário em prol do desenvolvimento da economia circular na Maré, tendo como reforço a conscientização sobre a educação ambiental dos mareenses. O EcoClima também investe em conscientização para preservação da área de manguezal do Parque União. A maior parte do ecossistema local sofre degradação devido ao despejo de esgoto e descarte inadequado de lixo. O projeto removeu cerca de 300 quilos de lixo da região onde uma colônia de pescadores resiste.

Também foram 20 agentes climáticos e quatro mobilizadores territoriais com apoio educacional do departamento de engenharia ambiental da Universidade Federal do Rio de Janeiro (EA-UFRJ. A expectativa é que esses jovens mareenses sejam multiplicadores de ações de proteção ambiental no território.

As ações do projeto EcoClima pretendem fortalecer o território da Maré na luta por uma melhor qualidade de vida aos moradores e se conectam aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).

 

ATUAÇÃO DO ECOCLIMA

1) Formação de 20 jovens como Agentes de Mudanças Climáticas;
2) Produção de conteúdos pedagógicos criados pelos agentes climáticos;
3) Rodas de conversas com estudantes do ensino médio local, curso pré-vestibular da Redes da Maré e moradores assistidos pelas instituições locais;
4) Elaboração de um diagnóstico ambiental com recomendações para plano de ação climática na Maré;
5) Realização de encontros com lideranças comunitárias e atores locais;
6) Implementação de tecnologias ambientais no território;
7) Ações educativas para conscientização sobre a importância do manguezal.

Fotos 01 e 02: Visita técnica telhado verde

 

O QUE SÃO TECNOLOGIAS AMBIENTAIS?

Como forma de integrar cada vez mais as práticas de desenvolvimento sustentável no território, a Redes da Maré vai desenvolver, a partir do projeto Ecoclima, um conjunto de técnicas e tecnologias inovadoras que auxiliam na conservação do meio ambiente e na redução de impactos das mudanças climáticas, trazendo funcionalidades para o dia a dia das pessoas e formas de consumo menos poluentes e sustentáveis.

Legenda: Pelo fato do Conjunto de Favelas da Maré não ter um esgotamento sanitário, todo o esgoto gerado é diariamente despejado na Baía de Guanabara.

Somente em 2021, foram registradas 223 queixas relacionadas à falta de infraestrutura de saneamento básico no conjunto de favelas da Maré.

As principais queixas vêm das favelas Vila dos Pinheiros, Baixa do Sapateiro e Morro do Timbau.

1) queixas por esgoto a céu aberto
2) acúmulo de lixo e entulho
3) acúmulo de lixo
4) bueiro entupido
5) alagamento
6) problemas com bueiro
7) transbordamento de esgoto
8) transbordamento de água
9) boca de lobo entupida

80% das queixas sobre saneamento básico realizadas por moradores se referem a esgoto e lixo.

Fonte: Cocôzap: Sistematizando dados e formulando políticas (2021)

Em relação aos resíduos sólidos e ao acúmulo de lixo nas ruas pela ausência de coleta de lixo em muitos pontos nas favelas da Maré, em torno de 55% das demandas da Central de Atendimento ao Cidadão na Maré são relacionadas à proliferação de roedores.

Fonte: Carta de Saneamento da Maré (2020)

Veja os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que trabalhamos na Redes da Maré

 

EQUIPE

Coordenação do Eixo de Direitos Urbanos e Socioambientais:
Everton Pereira e Maurício Dutra

Coordenador do projeto:
Rian de Queiroz Cunha

Coordenadora de Formação:
Andrea Barreto dos Santos da Rocha

Mobilizadores territoriais:
Gabriela Silva, Isabela Oliveira da Silva, Vitória Lima Belarmino e Wilian de Moura da Silva

Bolsistas da UFRJ:
Ana Maria Naranjo Herrera e Cleildo Mendes da Silva Junior

Agentes Climáticos:
Alessandra Maria Silva de Oliveira, Ana Karolina V. Mendes, Andreza Alves de Santana, Anna Carolina da Silva Fraga, Beatriz Linhares da Silva, Bianca Lima Teixeira, Celina Lima Moreira da Silva, Edith Medeiros Rodrigues, Evelin dos Santos Jardim, Giovana Rodrigues do Nascimento, Jessica dos Santos Jardim, Leonardo Bello de Aguiar, Maria Letícia Ribeiro da Silva, Marianna Teixeira Menegacci, Natan Soares de Lima, Nick Rodrigues Couto, Pedro Felipe do Nascimento Silva, Rosemberg Neto, Tiago Carlos do Nascimento e Vivian Paola Oliveira Cazé

 

 

Legendas Foto 01 e 02: Agentes Climáticos do Ecoclima fazem visita ao Compostae, na Tijuca, onde participaram da produção do sistema de tratamento de resíduos.

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