Rio de Janeiro, 11 de maio de 2024
Imagine a dor de perder um filho a menos de cinco anos e ter de viver uma situação parecida mais uma vez? Qual o limite da dor de uma mãe ao ver seus filhos sendo alvos de uma política pública de segurança que não prioriza a vida?
Por volta das 11h da manhã, do dia 9 de maio de 2024, os moradores do Conjunto de Favelas da Maré testemunharam mais um dia de medo, tensão e impactos materiais e subjetivos. Um homem preto de 29 anos foi atingido na mão enquanto circulava de bicicleta próximo a um complexo escolar. O que deveria ser um dia comum, um momento tranquilo de ir e vir, tornou-se um pesadelo de violência desmedida.
Após ser atingido, o jovem buscou desesperadamente por ajuda na Clínica da Família mas, diante da gravidade do ferimento, foi orientado a buscar atendimento em um hospital.
Esse morador foi atingido próximo a uma escola. O que deveria ser um lugar de refúgio para aprendizado e crescimento, se tornou palco de mais uma história de violência e desespero. O que isso quer dizer?
Que a história desse jovem e a dor dessa mãe não sejam em vão. Que suas vivências possam despertar em nós a determinação de buscar um mundo onde a vida seja mais valorizada e que possamos construir juntos um futuro onde tragédias como essa sejam apenas lembranças de um testemunho que não desejamos mais presenciar.
Assim, testemunhar é compartilhar uma responsabilidade coletiva e comunitária para que possamos criar condições de existências, de manutenção da vida, para que jovens que, ao passar na frente de uma escola, possam entrar para produzir e encontrar possibilidades de conhecimento e não que sejam alvos de uma política de extermínio humano.
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