Com o objetivo de fortalecer os direitos dessa população no território, a Casa Preta investe em formação e incidência política para trabalhar as questões étnico-raciais na Maré. Desde sua criação, em 2019, já foram implementados cerca de 20 projetos. O processo formativo envolve a criação da Escola de Letramento Racial, oficinas, rodas de conversa e ações em escolas infantis.
O equipamento também atua para promover a redefinição das relações raciais, buscando estratégias que facilitem o acesso de pessoas negras a políticas públicas, especialmente na área da educação. Além disso, mantém articulações e mobilizações com instituições do território, da cidade e de outros estados.
A principal proposta é compreender a Maré como um território negro, tanto pelo perfil racial de sua população quanto pelas práticas sociais, culturais e históricas do local. As atividades são planejadas para promover a troca horizontal de saberes, incentivando discussões internacionais sobre temas ligados à identidade racial, cultura, religiosidade e gênero.
É com a perspectiva de liberdade — entendendo que a Maré é terreno fértil para o cultivo de práticas antirracistas — que a Casa Preta da Maré se ergue, saudando as griôs da Maré e lutando por políticas públicas que garantam os direitos dos jovens negros mareenses. Referenciando o passado de lutas e projetando um futuro cheio de possibilidades.
A Casa Preta da Maré se articula com a produção de conhecimento protagonizada por pessoas negras e indígenas, compreendendo que pautar espaços e materiais voltados para a pesquisa, ensino e reflexão contribui para a reeducação das relações raciais. Dessa forma, o intereixo lança os Cadernos Identidades e Racialidades na Maré.

Caderno I - Práticas e experiências racializadas na Maré
Este primeiro caderno tem como objetivo apresentar artigos em primeira pessoa e entrevistas realizadas por tecedores que participam da equipe da Casa Preta. O convite foi iniciar esses Cadernos a partir da reflexão de intelectuais negros que atuam na Maré e da atuação da Redes da Maré. São reflexões pautadas em práticas de educação, memória, oralidade, mobilização social e processos formativos acerca do combate ao racismo e proposição de epistemologias negras.

Caderno I I - Os Crias Originais
O segundo caderno tem como objetivo apresentar artigos, ensaios fotográficos, poesias e outras produções artísticas e intelectuais de autores indígenas. O desenvolvimento desse material ocorreu de forma colaborativa com o coletivo Azuruhu, um selo artístico dedicado ao impulso de artistas indígenas, visando proporcionar autonomia e estimular a produção da arte indígena contemporânea. Foi realizada uma chamada pública para intelectuais indígenas de todo o território nacional para compor esta publicação, que se propõe a ser uma semente de um movimento necessário e permanente: o de compreender as epistemologias originárias como o cerne do pensamento social brasileiro.

Caderno I I I - Dados e Debates sobre a população negra na Maré
Este caderno pretende apontar brevemente algumas pesquisas e debates que contribuem para o aprofundamento da discussão racial na Maré. Segundo o Censo Populacional da Maré, o Conjunto de Favelas tem 62,1% de moradores negros. Há uma urgência na necessidade de observar suas condições de vida e pautar políticas específicas para atender a essa população.
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