O projeto tem como perspectiva atuar na produção de conhecimento sobre questões relativas à raça e ao racismo na composição da população da Maré. Busca, ainda, pensar ações para esse público específico, com ênfase na questão racial, numa perspectiva de fomentar a incidência em políticas públicas para a população negra da Maré.
Todo mês são realizadas diversas atividades gratuitas aos mareenses que compõem essa produção de conhecimento da Casa Preta da Maré: rodas de conversa, exibição de filmes, debates, formações e aulas de campo pelo território da Maré.
Foto abaixo: fotos 1 e 2
Formatura da turma da Escola de Letramento Racial da Casa Preta da Maré, no Centro de Artes da Maré.
1:: Aprofundar o conhecimento sobre a população negra da Maré
2:: Investir em formação continuada sobre memória, racismo, pertencimento e consciência racial
3:: Mobilizar e promover atividades coletivas como o Café Preto e o Cine Conceição
4:: Fomentar reflexões sobre a construção da identidade negra brasileira
5:: Proporcionar uma rede apoio contínuo
Em 29 de julho de 2019, um grupo de tecedores da Redes da Maré se reuniu no Museu de Arte do Rio para uma formação imersiva. O objetivo era analisar os dados do Censo Maré e, a partir dele, pensar e propor ações de impacto no Conjunto de Favelas da Maré. Analisando o perfil étnico-racial apresentado pela pesquisa, um dado chamou atenção: 62,1% dos moradores da Maré se autodeclararam pretos ou pardos (os dois formam o grupo racial “negro”). É importante ressaltar que esse número pode ser maior, levando em consideração os efeitos do racismo, que fazem com que muitas pessoas negras não se reconheçam como tal. Imersos nesta reflexão e movidos por movimentos históricos realizados na Redes da Maré (como o Núcleo de Memórias e Identidades da Maré - NUMIM, os chás com as Griôs, o Seminário Tereza de Benguela e a Casa das Mulheres da Maré, um espaço de referência no território), surge uma proposta: por que não temos uma “Casa Preta” da Maré?
Foto 1:
Entrega do Prêmio Marielle Franco de Direitos Humanos à Casa Preta da Maré, na Alerj, em 06/12/2022. Da esquerda para a direita: Rodrigo Almeida, Fernanda Viana, Renata Souza, Carlos André e Millena Ventura.
Foto 2:
Formatura da turma da Escola de Letramento Racial da Casa Preta da Maré, no Centro de Artes da Maré, em 2022.
Coordenação:Fernanda Viana
Secretária:Ludmylla Braga
Educadores: Millena Ventura
Mobilizadores: Diego Reis
Pesquisadora: Pamela Carvalho
Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro - Prefeitura RJ
CIEP Hélio Smidt
CIEP 326 Professor Cesar Pernetta
CIEP Hélio Smidt
CIEP Samora Machel
Centro de Cultura Popular Ypiranga de Pastinha
Colégio Estadual Bahia
Colégio Estadual Professor João Borges de Moraes
E.D.I Albano Rosa
E.D.I Professora Cleia Santos de Oliveira
E.M Gustavo Capanema
E.M Nova Holanda
E.M Professor Paulo Freire
E.M Teotônio Vilela
E.M Vereadora Marielle Franco
E. M. Medalhista Olímpico Lucas Saatkamp
E. M. Professor Josué de Castro
Escola de Samba Gato de Bonsucesso
Escola Estadual Millôr Fernandes
Escola Estadual Tenente General Napion
Escola Municipal Ginásio Olimpíadas Rio 2016
Encontro das Artes
Fórum de Educação Matemática da Maré
Luta Pela Paz
Observatório de Favelas
Unidades Básicas de Saúde da Maré: Adib Jatene, Jeremias e Américo Veloso
Email: casapreta@redesdamare.org.br
Whatsapp da Redes da Maré: (21) 99924-6462
Endereço: Rua Sargento Silva Nunes, 1016 - Nova Holanda - Maré
A Casa Preta da Maré marcou presença no Fórum Permanente frodescendente, junto com membros da Red Malunga – Coletivo Afrolatino-americano. O evento, realizado no prédio da Ford Foundation em Nova York, discutiu reparações para a população afrodescendente da América Latina. No âmbito internacional, representantes da Casa Preta se reuniram com a relatora da ONU, Ashwini K.P., para debater a violência de Estado contra a população negra no Brasil. A equipe também participou da audiência do Inquérito Civil que trata das “Ações de reparação pelo Banco do Brasil e construção do pacto pela igualdade racial”.
Integrantes da Casa Preta estiveram em reunião com representantes do Ministério da Igualdade Racial, na qual foram apresentados projetos de combate ao racismo e às desigualdades sociorraciais. Sob mediação do Setor de Incidência, a equipe da Casa Preta da Maré criou um Grupo de Trabalho (GT) para estudar a conexão entre os conceitos de raça e favela na Maré. O objetivo é construir um projeto político-pedagógico que expanda a atuação do intereixo nacional internacionalmente.
Os encontros resultaram em um documento base que traça metas e define a linha de trabalho. Outro desdobramento foi a criação do Clube de Leitura da Casa Preta da Maré, um espaço semanal onde equipe, tecedores e moradores se reúnem para aprofundar a reflexão sobre obras literárias negras.
Finalização da formação sobre Racismo Estrutural para tecedores da Redes da Maré com a educadora Aline Maia | Exposição Negras Marés no Centro de Artes da Maré que contou com 20 artistas e 670 visitantes | Caminhos da Maré em homenagem a Tereza de Benguela, discutindo raça e gênero através da bicicletada | Cartilha do Coração, projeto em parceria com o Eixo Direito à Saúde que contou com uma publicação e formações para profissionais de saúde sobre saúde coronária da população negra na Maré | Escola de Letramento Racial 2023, composta por 20 alunos, jovens e moradores do conjunto de 15 favelas da Maré | Evento Novembro Negro que contou com 4 atividades para o público adulto e infantil sobre valorização da negritude na Maré | Lançamento do 1º caderno da publicação “Racialidades e Identidades” com o título “Práticas e experiências racializadas na Maré” que conta com 8 textos escritos pela equipe e coordenação do projeto.
Início da Escola de Letramento Racial 2022, composta por 25 alunos, jovens e moradores do conjunto de 15 favelas da Maré. | 1ª edição da roda de conversa “Me gritaram NEGRA – Interseções entre raça e gênero na Maré”, com 22 participantes, que apresentou reflexões a respeito da trajetória da mulher negra na sociedade. | Roda de conversa "Mulheridades, Direitos Reprodutivos e Saberes Ancestrais" que promoveu um momento de troca e discussão sobre os direitos reprodutivos de mulheres. | Em comemoração aos 30 anos do CIEP Hélio Smidt, a Casa Preta da Maré foi convidada a produzir e executar ações voltadas para o ensino de temáticas étnico-raciais. A ação foi realizada no dia 13 de maio, o que permitiu uma ressignificação da data.
Lançamento da Casa Preta da Maré e apresentação da identidade visual. | Edições realizadas dos cursos de Quilombismo - apresentação dos fundamentos teóricos do Quilombismo, presentes na obra de Abdias do Nascimento, e discussão sobre as bases do pensamento do autor. | Edição especial do Caminhos da Maré: "Vivências de mulheres negras na Maré". que uniu mulheres da Casa Preta da Maré, da Casa das Mulheres da Maré e do Núcleo de Memória e Identidades dos Moradores da Maré (Numim), em comemoração ao Dia da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha (25/07). | Transmissão de live no dia 27/09 para refletir sobre a ancestralidade e o combate ao racismo religioso, com a participação de Dofonitinha Cristina de Iansã, Mãe Flávia Pinto, e Pastor Cosme Felippsen e mediação de Luma Motta, no Instagram da Redes da Maré.
Em julho de 2019, um grupo de tecedores da Redes da Maré se reuniu no Museu de Arte do Rio para uma formação imersiva a partir do último Censo Populacional da Maré, onde grupos de trabalho criaram propostas de impacto para o conjunto de 15 favelas da Maré. Um desses grupos analisou o perfil étnico-racial e, após uma análise de dados e reflexões, surgiu uma sugestão: “por que não temos uma “Casa Preta” da Maré?”. Foram feitas reuniões para não deixar a ideia em esquecimento que deram origem à primeira atividade da Casa Preta: o Café Preto, em agosto de 2019.
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