O julgamento dos acusados do assassinato da vereadora e de seu motorista começa hoje em júri popular
Hoje é um dia histórico para a democracia brasileira e um marco necessário para se fazer justiça pela execução da parlamentar Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes. São 6 anos desde que o carro onde estavam foi brutalmente alvejado por tiros, interrompendo ali a vida da vereadora, que passou parte da sua trajetória na Maré, e de seu motorista, que saiam do evento “Mulheres negras movendo as estruturas”, no Centro do Rio.
Parece ser mais do que emblemática a nomenclatura da mesa da qual Marielle participava, sua última atuação à frente em seu mandato, iniciado em 2017, e interrompido em 14 de março de 2018. Mas as lutas e voz de Marielle não foram jamais interrompidas. Pelo contrário, se multiplicaram em diversas lideranças empenhadas na busca por direitos humanos, tanto em cargos públicos como em atuações longevas da sociedade civil.
Hoje, dia 30 de outubro, os ex-policiais militares e executores das mortes de Marielle Franco e Anderson Gomes, Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, vão a júri popular no 4º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, no centro da capital, a partir das 9h. É o primeiro julgamento nestes seis anos e sete meses por espera de justiça.
A Redes da Maré engrossa o coro popular exigindo uma resposta contundente e séria no caso pelo cumprimento da justiça e pela defesa do legado da vereadora. As lutas de Marielle são nossas lutas diárias. Ela representa as milhares de mulheres que foram vítimas do Estado e perderam seus filhos pelas mãos das operações policiais, as populações negras e periféricas, que buscam cotidianamente a igualdade de direitos em territórios favelados, as ações contra o machismo e a LGBTQIAPN+fobia, o fim do racismo estrutural e do feminicídio, a busca da igualdade de gênero e de políticas de educação, saúde e segurança pública. São lutas no campo dos direitos civis e humanos que nós perseguimos, encorajamos e batalhamos há mais de duas décadas.
Saiba mais em https://www.institutomariellefranco.org/julgamento
Rio de Janeiro, 30 de outubro de 2024
Redes da Maré
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