Encontro acontece de 5 a 7 de novembro, no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, com debates sobre acesso à justiça, lançamento de publicações, atividades de cuidado e apresentação teatral
Rio de Janeiro, outubro de 2026 – Como construir caminhos de memória, justiça e reparação para vítimas da violência armada e seus familiares é uma das questões que orientam o Seminário Memória, Justiça, Reparação e Não Repetição, que será promovido pela Redes da Maré, entre os dias 5 e 7 de novembro, no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. Participarão representantes de organizações da sociedade civil, pesquisadores, profissionais que atuam na área de Justiça e familiares de vítimas para compartilhar experiências e discutir estratégias de enfrentamento às violações de direitos.
Um dos destaques do primeiro dia é a reinauguração do Memorial das Vítimas da Violência Armada na Maré, também conhecido como Praça da Paz, espaço localizado na Maré dedicado à memória das pessoas atingidas pela violência armada. A programação começa com uma mesa sobre o conceito de memória, reunindo mães e familiares de vítimas, além de membros da Casa de História e Memória da Maré, da Cátedra Patrícia Acioli e do Grupo de Trabalho de Reparação da Redes da Maré. Na sequência, serão realizadas oficinas de colagem, massagem e escalda-pés para as mulheres parentes de vítimas da violência armada.
No dia 6 de novembro, serão lançados o e-book do livro Violência de Estado e Controle Social: perspectivas para a garantia do Acesso à Justiça e a nota técnica Barreiras do Acesso à Justiça: Uma experiência do Território e da Academia, desenvolvidos em parceria entre a PUC-Rio e a Redes da Maré. A mesa contará com integrantes do Núcleo de Direitos Humanos da universidade e das equipes da Redes da Maré e dos projeto Maré de Direitos, Construindo Caminhos, Maré Por Justiça e De Olho na Maré – iniciativa da Redes da Maré que visa ampliar o acesso a direitos e desenvolver modelos de boas práticas de atendimentos gratuitos à população da Maré, interferindo nas práticas sociais dos órgãos de justiça.
A programação também inclui uma conferência com representantes do Ministério da Igualdade Racial, do projeto Maré por Justiça – movimento e ato organizado pela Redes da Maré em conjunto com moradores, mães e familiares de vítimas de violência no Complexo da Maré – e do Geni/UFF (Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da Universidade Federal Fluminense, laboratório de pesquisa especializado em temas associados à violência e conflitos sociais). Ao longo da tarde, as discussões abordarão a construção de ferramentas comuns e o diálogo entre perícias e experiências populares. Participam representantes do Geni/UFF, do Projeto Mirante, iniciativa multidisciplinar de pesquisa e extensão sediada na Universidade Federal Fluminense (UFF); do Núcleo de Atenção e Prevenção à Violência (Napave) e do Fórum Popular de Segurança Pública (FPOPSEG, articulação nacional de movimentos sociais de favelas, familiares de vítimas de violência de Estado), além de integrantes do GT de Evidências da Penha e do Alemão e do projeto De Olho na Maré – iniciativa da Redes da Maré que monitora e sistematiza dados sobre a violência e as violações de direitos no território. As mesas propõem aproximar diferentes formas de produção de conhecimento e evidências sobre a violência e o acesso à justiça.
O encerramento acontece no sábado, 7 de novembro, com o espetáculo Macacos, de Clayton Nascimento, no Centro de Artes da Maré (CAM). A atividade integra a programação cultural do encontro e amplia o espaço de reflexão proposto pelo seminário.
Toda a programação é gratuita e aberta ao público, sujeita apenas à lotação dos espaços. Nos dias 5 e 6, as atividades que acontecem na Areninha Cultural Herbert Vianna possuem entrada livre. Já para assistir ao espetáculo Macacos, será necessário realizar inscrição prévia por meio de formulário divulgado nas redes sociais e site da Redes da Maré.
5 de novembro (quinta-feira) – Memória e reparação
- 14h – Mesa de abertura: Conceituando memória
Participantes:
- 16h – Oficinas de colagem e cuidado
- 17h30 – Reinauguração do Memorial das Vítimas da Violência Armada na Maré
Participantes:
- 18h – Coffee-break e encerramento
6 de novembro (sexta-feira) – Acesso à Justiça e produção de evidências
- 9h – Café da manhã e abertura das atividades
- 10h às 12h – Mesa de lançamento do e-book do Livro Violência de Estado e Controle Social: perspectivas para a garantia do acesso à Justiça e da nota técnica Barreiras do Acesso à Justiça: Uma experiência do Território e da Academia
Publicações desenvolvidas pela PUC-Rio e pela Redes da Maré
Participantes:
- 13h30 – Conferência
Participantes:
- 14h – Mesa Fechamento Comum Maré: Construindo Ferramenta
Participantes:
- 16h – Mesa Perícias e experiências populares
Participantes:
- 17h30 – Coffee-break
- 18h – Encerramento das atividades do dia
Com DJ Laís Conti
7 de novembro (sábado) – Programação cultural
- 19h – Espetáculo Macacos, com Clayton Nascimento
Apresentação no Centro de Artes da Maré (CAM).
Seminário Memória, Justiça, Reparação e Não Repetição
Data: 5 e 6 de novembro de 2026
Local: Areninha Cultural Herbert Vianna — Rua Ivanildo Alves, s/n, Nova Maré, Rio de Janeiro (RJ).
Entrada: Gratuita. Sujeito à lotação
Espetáculo Macacos, com Clayton Nascimento
Data: 7 de novembro de 2026, às 19h
Local: Centro de Artes da Maré (CAM) — Rua Bittencourt Sampaio, 181 - Maré, Rio de Janeiro - RJ. 21044-040
Entrada: Gratuita. Inscrição prévia por meio de formulário divulgado nas redes sociais e site da Redes da Maré.
A Redes da Maré é uma organização da sociedade civil, que nasceu da mobilização comunitária ainda nos anos 80. Formalizada em 2007, tem como missão tecer as redes necessárias para efetivar os direitos da população do conjunto de 15 favelas da Maré, onde residem em torno de 140 mil pessoas. Em seus projetos sociais, beneficia diretamente mais de 7.000 moradores, além de seus familiares e vizinhos. São ações nas áreas de educação, arte, cultura, memórias, identidades, saúde, segurança pública, acesso à justiça, direitos urbanos e socioambientais que buscam superar a desigualdade histórica enfrentado pelas populações de favelas, com atenção especial para determinados segmentos sociais, como o de crianças e jovens e o de mulheres. O trabalho acontece a partir da mobilização e do protagonismo da população local e da articulação de uma ampla rede de parceiros, tecendo diálogos com instituições, sociedade civil, universidades, órgãos públicos e iniciativa privada.
Agência Lema
Leandro Matulja / Letícia Zioni / Guilherme Maia
Informações à Imprensa:
Giuliana Holiscki (+55 11) 99193-7153
giuliana@agencialema.com.br
Carolina Bressane
carolina@agencialema.com.br
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS @ 2026 REDES DA MARÉ - Associação Redes de Desenvolvimento da Maré
As imagens veiculadas neste site tem como objetivo divulgar as ações realizadas para fins institucionais. Entendemos que todas as fotos e vídeos têm o consentimento tácito das pessoas aqui fotografadas / filmadas, mas caso haja alguém que não esteja de acordo, pedimos que, por favor, entre em contato com a Redes da Maré para a remoção da mesma (redes@redesdamare.org.br).