COMO PODEMOS AJUDAR?
Preciso de ajuda agora
Suco Lilás e acolhimento no estabelecimento
Quero saber onde buscar ajuda
Rede de apoio às mulheres e pessoas LGBTQIA+
Preciso de atendimento de saúde
Unidades de saúde na Maré
Preciso de atendimento após violência sexual
Saúde, direitos e aborto previsto em lei
Quero saber sobre os tipos de violência
Informação é proteção!


Todos os estabelecimentos terão um selo de identificação. Nos banheiros dos estabelecimentos haverá um QRCode para mais informações.
Todos os estabelecimentos que participam do Circuito Seguro para Mulheres na Maré estarão comprometidos a:
»» Respeitar o consentimento
»» Não tolerar situações de assédio dentro do estabelecimento
»» Orientar suas equipes sobre prevenção e acolhimento
»» Saber como acolher uma mulher que procure ajuda
»» Conhecer os canais e serviços de proteção e atendimento
»» Divulgar a campanha e as informações de orientação no estabelecimento
Assim, afirmamos o direito das mulheres, especialmente das negras, e das pessoas LGBTQIA+, frequentarem bares, restaurantes e espaços de convivência com liberdade, respeito e segurança.
Em 2023,
80,4%![]()
das violências contra mulheres lésbicas adultas foram físicas
50,6%![]()
das violências contra adolescentes lésbicas foram sexuais
O agressor é homem em 66,2% dos casos, muitas vezes parceiro íntimo ou familiar, e a residência é o principal local da agressão.
Formas específicas como o estupro “corretivo”, cárcere privado, pressão psicológica para "mudar" a orientação sexual e o não reconhecimento do casal em serviços de saúde e segurança fazem com que muitas não denunciem. (Fonte: Sistema de Informação de Agravos de Notificação - Sinan, 2023).
O Brasil respondeu por 37,5% (1.741) de todas as mortes de pessoas trans registradas no mundo entre 2008 e 2022, e é o país que mais mata pessoas trans. (Fonte: Trans Murder Monitoring)

Entre 55% e 67% das vítimas LGBTQIA+ são negras (Fonte: Ipea, Atlas da Violência 2026)
61,7%![]()
violência física

Preciso de ajuda agora!
Se o seu encontro não está indo bem, ou se você está se sentindo ameaçada, constrangida ou em risco, peça um Suco Lilás para quem estiver atendendo você. Esse é um pedido de ajuda que a equipe já conhece.
Os estabelecimentos do Circuito Seguro para Mulheres na Maré estão preparados para acolher você e te ajudar a sair da situação com segurança. Neste site, você também encontra lugares onde buscar atendimento e apoio, dentro e fora da Maré.
Aplicativo Rede Mulher
O aplicativo Rede Mulher reúne informações e serviços para mulheres em situação de violência.
Com ele, você pode:
Baixar para Android Baixar para IPhone

Centros de Cidadania LGBTI do Governo do Estado do RJ
Confira informações e endereços aqui »
Preciso de atendimento de saúde
Clínica da Família Adib Jatene
Via B Um, 589-501, Maré, Rio de Janeiro, RJ
CMS Américo Veloso
Rua Gerson Ferreira, 100, Ramos, Rio de Janeiro, RJ
Clínica da Família Diniz Batista dos Santos
Av. Brigadeiro. Trompowski, s/n, Maré, Rio de Janeiro, RJ
Clínica da Família Jeremias Moraes da Silva
Rua Teixeira Ribeiro, s/n, Maré, Rio de Janeiro, RJ
Centro Municipal de Saúde Augusto Boal
Av. Guilherme Maxwel, 901, Bonsucesso, Rio de Janeiro, RJ
Centro Municipal de Saúde Vila do João
Rua Dezessete, s/n, Maré, Rio de Janeiro, RJ
CAPSi Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil Visconde de Sabugosa
Av. Guanabara, Praia de Ramos, s/n - Ramos, Rio de Janeiro - RJ
CAPS - Centro de Atenção Psicossocial Carlos Augusto Magal
Av. Dom Hélder Câmara, 1184 - Benfica, Rio de Janeiro - RJ
Unidade de Saúde da Família João Cândido
Av. Lobo Júnior, 83, Penha Circular, Rio de Janeiro, RJ
Preciso de atendimento após violência sexual
Se você sofreu violência sexual, procure uma unidade básica de saúde (Clínica da Família ou posto de saúde) o mais rápido possível.
O atendimento é importante em qualquer momento, mas buscar ajuda nas primeiras 72 horas aumenta a eficácia de alguns cuidados e tratamentos para prevenir infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e outros problemas de saúde.
Na unidade de saúde, você também pode fazer gratuitamente o teste de gravidez. Se preferir mais privacidade, o teste de farmácia é uma opção. Se o resultado der negativo e a menstruação continuar atrasada, repita o teste após 7 dias.
Você não precisa passar por isso sozinha. Procure atendimento e apoio.
Se a gravidez decorrente da violência sexual for confirmada, existem diferentes caminhos possíveis. A decisão é sua, e você tem direito à informação, acolhimento e apoio para escolher o que faz mais sentido para você.
Você pode interromper a gestação. Sem culpa, sem julgamento, com segurança. A lei garante o direito ao aborto em casos de gravidez resultante de violência sexual, com atendimento pelo SUS.
Você pode seguir com a gestação e optar pela entrega para adoção. A lei garante a entrega voluntária e sigilosa do bebê para adoção.
Você pode seguir com a gestação e exercer a maternidade. Nesse caso, procure uma Clínica da Família ou posto de saúde para acompanhamento e cuidados durante a gravidez.

• quando a gravidez é resultado de violência sexual (estupro);
• quando a pessoa grávida tem menos de 14 anos. Pela lei, qualquer relação sexual com menores de 14 anos é considerada violência sexual;
• quando a gravidez coloca em risco a vida da gestante;
• quando o feto tem anencefalia.
Nesses casos, a pessoa grávida tem o direito de decidir se quer ou não interromper a gestação. Essa decisão é sempre dela.
Não é necessário fazer boletim de ocorrência para acessar o aborto previsto em lei pelo SUS.
Se tiver dificuldade para conseguir atendimento ou precisar de orientação, procure a rede de apoio às mulheres. Existem serviços e instituições que podem ajudar você a acessar seus direitos. Aqui estão algumas:
Casa das Mulheres da Maré
Se você mora na Maré e precisa acessar os serviços de aborto previstos em lei, a Casa das Mulheres da Maré pode ajudar. Aqui você encontra acolhimento, informações sobre seus direitos e apoio para acessar os serviços de saúde.
Quero saber sobre os tipos de violência
É qualquer conduta que cause dano emocional e diminuição da autoestima; que prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento da mulher ou vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões. São tipos de violência psicológica:
Condutas que ofendam a integridade ou saúde corporal da mulher.
Condutas que configurem calúnia, difamação ou injúria (Fazer acusações falsas, espalhar mentiras ou ofensas)
Condutas que constranjam a presenciar, a manter ou a participar de relação sexual não desejada mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força.
Entendida como qualquer forma de violência praticada contra descendente, ascendente, dependente, enteado, parente, pessoa sob guarda ou responsabilidade direta da mulher ou pessoa de sua rede de apoio, com vistas a atingi-la.
Condutas que configurem retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades.
Intimidação, exposição indevida, agressão, ameaça ou humilhação feita em ambiente digital. É uma extensão do machismo cotidiano, com maior alcance e rapidez.
Qualquer ação, omissão ou tratamento inadequado sofrido pela mulher durante a gravidez, parto, pós-parto ou em situações de abortamento, que cause sofrimento físico, emocional ou psicológico, desrespeitando sua autonomia, dignidade e direitos:
Atos de violência, discriminação e preconceito contra pessoas LGBTQIA+ são considerados crimes desde 2019, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) equiparou esses atos ao crime de racismo.
Pessoas LGBTQIA+ podem sofrer diferentes formas de violência e discriminação no dia a dia. Muitas vezes, essas situações são naturalizadas, mas nenhuma delas é normal ou aceitável.
Alguns exemplos são:
No Brasil, as mulheres vítimas de violência têm direito garantido por lei à assistência integral, proteção de urgência e responsabilização do agressor, principalmente por meio da Lei Maria da Penha.
• Afastamento: É uma atitude preventiva e urgente que deve ser solicitada pela vítima. O agressor será afastado imediatamente do lar, e a proibição de aproximação pode ser determinada rapidamente pelo juiz.
• Atendimento especializado: A vítima tem o direito ao atendimento policial e pericial resguardado, preferencialmente em delegacias da mulher.
• Saúde e atendimento de emergência: Hospitais públicos devem oferecer atendimento obrigatório, gratuito e integral a vítimas de violência, sem necessidade de apresentar boletim de ocorrência policial. Nos casos de violência sexual, é possível receber medicamentos para ajudar a prevenir infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e ter acesso à contracepção de emergência para reduzir o risco de gravidez. Se houver gravidez decorrente de estupro, a mulher tem direito ao aborto previsto em lei de forma gratuita e segura no Sistema Único de Saúde (SUS). O atendimento deve ser acolhedor, sigiloso e respeitar as escolhas da mulher.
• Afastamento do trabalho: A mulher vítima de violência doméstica pode ter o afastamento do trabalho por até seis meses, sem perda do emprego.
Não é Não
Em 2023, o presidente da República decretou e sancionou a Lei número 14.786, criando o protocolo “Não é Não”. A lei foi criada para ser implementada no ambiente de casas noturnas e de boates, em espetáculos musicais realizados em locais fechados e em shows com venda de bebida alcoólica, para promover a proteção das mulheres e para prevenir e enfrentar o constrangimento e a violência contra elas.
A campanha Circuito Seguro para Mulheres na Maré dialoga com o protocolo “Não é Não”, mas tem linguagem própria, adaptada ao nosso território e à nossa realidade na Maré. E dá especial atenção às experiências de mulheres negras e pessoas LGBTQIA+.
Porque toda mulher tem direito de viver a Maré com liberdade, respeito e segurança.
Vamos construir, junto aos 16 estabelecimentos selecionados e participantes do Festival Comida de Favela, um circuito gastronômico que é, ao mesmo tempo, comprometido com a prevenção ao assédio, a promoção do respeito e o acolhimento de mulheres, fortalecendo o direito de ocupar os espaços de lazer, cultura e convivência na Maré.

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