QUEM PODE RECEBER ATENDIMENTO
A Casa das Mulheres da Maré (CDMM) oferece atendimento a meninas e mulheres, a partir dos 12 anos de idade, residente em uma das 15 favelas do Conjunto de Favelas da Maré que necessitam de acolhimento, orientação e encaminhamento em suas demandas de saúde mental, assistência social e assistência jurídica. Os atendimentos são realizados a partir de um olhar interseccional que conjuga preocupações antirracistas, antimachistas e antilgbtfóbicas.
ESCUTA, ARTICULAÇÃO E ENCAMINHAMENTO
As alunas dos cursos Maré de Belezas e Maré de Sabores são atendidas na CDMM com atendimento prévio ou por encaminhamento das professoras. Durante a semana, essas mulheres também têm possibilidade de integrar os grupos terapêuticos, sendo necessário se informar previamente sobre vagas disponíveis para novas participantes. estagiárias do curso de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
São objetivos específicos: ampliar o acesso a informações sobre a rede de atendimento e apoio para as mulheres e facilitar o fluxo de atendimento de mulheres que se encontram em situação de violência doméstica e familiar. reflexivos com mulheres com demandas pessoais e familiares e encaminhamos as mulheres para os cursos, os grupos e os projetos da Redes da Maré e de outras organizações da sociedade civil no território.
Nos casos das mulheres em situação de violência, encaminhamos ainda para os equipamentos da Rede de Saúde Especializada e para os Centros de Atendimento Especializado às Mulheres em Situação de Violência, como o CRM Suely de Souza, o CRMM Carminha Rosa e o CEAM Chiquinha Gonzaga, a fim de que possam receber atendimento jurídico do Núcleo Especial de Defesa
OBJETIVOS
O Projeto de Atendimento Psicossocial, realizado na Casa das Mulheres da Maré, tem o objetivo principal de promover o cuidado em saúde mental e fomentar o protagonismo das mulheres da Maré. São objetivos específicos: ampliar o acesso a informações sobre a rede de atendimento e apoio para as mulheres e facilitar o fluxo de atendimento de mulheres que se encontram em situação de violência doméstica e familiar.
ATENDIMENTOS
As mulheres atendidas são encaminhadas para os órgãos de serviços públicos de direito. Também articulamos casos específicos com as redes de instituições intersetoriais locais para atendimento das mulheres em situação de vulnerabilidade; realizamos reuniões de estudo de caso sobre as mulheres atendidas; facilitamos os grupos terapêuticos e reflexivos com mulheres com demandas pessoais e familiares e encaminhamos as mulheres para os cursos, os grupos e os projetos da Redes da Maré e de outras organizações da sociedade civil no território.
Nos casos das mulheres em situação de violência, encaminhamos ainda para os equipamentos da Rede de Saúde Especializada e para os Centros de Atendimento Especializado às Mulheres em Situação de Violência, como o CRM Suely de Souza, o CRMM Carminha Rosa e o CEAM Chiquinha Gonzaga, a fim de que possam receber atendimento jurídico do Núcleo Especial de Defesa dos Direitos da Mulher.
Os atendimentos são realizados a partir dos plantões de atendimento, que acontecem às sextas-feiras no Ciep Gustavo Capanema no turno da tarde, e aos sábados no período da Manhã na Casa das Mulheres da Maré.
Também na CDMM, ao longo da semana, atendemos as demandas espontâneas, acolhendo as alunas que participam dos cursos Maré de Sabores e Maré de Belezas. Outros canais de atendimento às mulheres da Maré são grupos terapêuticos, dos quais participam em torno de 10 mulheres por grupo, na faixa etária de 48 a 60 anos. No momento, há 4 grupos em atividade.
Temos o compromisso de proporcionar um ambiente seguro e acolhedor para que as mulheres dividam suas preocupações, medos e angústias.
O Mulheres em Movimento é um trabalho de atendimento psicossocial voltado para mulheres que sofreram e sofrem violências pelo Estado, que ao invés de atuar para assegurar a vida da população, muitas vezes age desrespeitando e violando seus direitos, levando a graves consequências e perdas irreparáveis para as moradoras do território.
Projeto da Casa das Mulheres da Maré, com apoio do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Favelas e Espaços Populares da UFF (NEPFE), busca criar um espaço seguro de acolhimento, proteção e protagonismo para mulheres que tiveram suas vidas atravessadas por violências institucionais, seja pela polícia que vitima seus filhos ou pela violência doméstica, agravada pela negligência da rede de proteção às moradoras de favelas.
Na Maré, todas as mulheres são impactadas pela violência armada, que impede o acesso à mobilidade, saúde, educação e trabalho. As mães que perderam filhos para essa violência enfrentam violações ainda maiores, como a negação do direito à memória e à justiça, afetando sua saúde mental e qualidade de vida. Já as vítimas de violência doméstica se veem frequentemente silenciadas e desprotegidas, pois serviços que deveriam estar presentes, não chegam ao território, como a Patrulha Maria da Penha.
O projeto promove autonomia e articulação entre essas mulheres por meio de atendimentos individuais, encontros quinzenais e formações políticas. Além de encaminhamentos para a rede de proteção e oportunidades educacionais e de trabalho, fomenta o direito à cidade, à cultura e ao lazer, possibilitando visitas a diferentes espaços, espetáculos e eventos que debatem temas como gênero, raça, classe e território. Também são realizadas articulações com instituições e movimentos sociais de interesse do grupo.

Do Luto à Luta
Organizado pela professora Eblin Farage, esse livro é fruto de uma parceria entre a Redes da Maré — através da Casa das Mulheres — e o Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Favelas e Espaços Populares (NEPFE) da UFF, e se insere em um movimento de resistência, reunindo os testemunhos
Violências, Corpo e Território
A pesquisa “Os impactos da violência armada na vida das mulheres da maré: gênero, território e prática artística” partiu de dados levantados pelo projeto De olho na Maré, sobre as consequências da violência armada no território.
A pesquisa mencionada foi realizada por meio de uma parceria entre o eixo Direito à Segurança Pública e Acesso à Justiça e a Casa das Mulheres da Maré, ambos da Redes da Maré, junto à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade de Cardiff e Universidade de Warwick.
O estudo deu origem à publicação “Violências, corpo e território: sobre a vida de mulheres da Maré” e teve como propósito compreender os efeitos da violência armada nas diferentes dimensões da vida das mulheres moradoras do Conjunto de Favelas da Maré. Além disso, buscou identificar as estratégias de proteção e cuidado desenvolvidas por elas diante desse contexto.
A pesquisa investigou a relação entre violência armada e violência de gênero, articulada a marcadores como raça/etnia, classe, geração e território. O objetivo foi produzir conhecimento que fortaleça ações e políticas públicas baseadas no território, reconhecendo as mulheres como sujeitas de direito e valorizando as práticas que elas próprias já criam e sustentam para enfrentar essas violências.
Desenhada de forma colaborativa, a pesquisa garantiu que as mulheres participantes tivessem protagonismo e agência no processo, combinando investigação acadêmica, acompanhamento direto e promoção da consciência corporal por meio de oficinas artísticas.
Utilizando a metodologia da Pesquisa-Ação, o projeto reuniu diferentes frentes de atuação: acompanhamento de um grupo de 50 mulheres; oficinas artísticas corporais; rodas de conversa; entrevistas; formação de pesquisadoras do território; passeios por locais da cidade; encaminhamentos para a equipe de atendimento sociojurídico, quando necessário.
Coordenadora do projeto de Atendimento Psicossocial: Antonia Carmem Costa de Sousa
Assistentes sociais: Fernanda do Vale e Juliana Moura Souza
Residentes de Saúde Mental do IPUB: Anne Elizabeth Soares Rodrigues (Enfermeira) e Catherine de Oliveira Scott Brand Belmondo dos Santos (assistente social)
Estagiárias do Serviço Social da UFRJ: Beatriz Guarany de Souza Pereira e Sarah Isabelly Freires Américo de Melo
Articuladora: Isabel Cristina Lopes Barbosa
Extensionistas da UFRJ: Alice Canto Ribeiro Monteiro de Barros, Andressa de Oliveira Carlos Aguiar, Dâmilla Gomes Netis Teles, Elen Sara Lima Braça e Giovana Mota Arantes
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