O projeto De Olho na Maré foi desenvolvido em 2016, vinculado ao eixo Direito à Segurança Pública e Acesso à Justiça. O projeto produz e sistematiza dados sobre os impactos da violência armada no Conjunto de Favelas da Maré.
Em 2026, foi publicada a 9a edição do Boletim Direito à Segurança Pública na Maré , que traz a série histórica de dez anos de monitoramento das operações policiais e de ações dos grupos armados.
Em dez anos de atividade, o De Olho na Maré já realizou três edições do Congresso Internacional Falando Sobre Segurança Pública na Maré e do Congresso Falando Sobre Segurança Pública com Crianças e Adolescentes , com produções que serviram de base para a construção da ACP da Maré e incidência na ADPF 635, a ADPF das Favelas. O projeto também tem parceria com outras organizações que trabalham com geração cidadã de dados, promovendo espaços de troca e aprendizados, como o Café com Dados. O De Olho na Maré realizou e apoiou três edições da campanha “Somos da Maré. Temos Direitos!” Além disso, a equipe promove espaços de diálogos sobre política de segurança com estudantes, moradores e tecedores.
1:: Plantão in loco para o acompanhamento dos casos de violações trazidos pelos moradores.
2:: Articulação de uma rede de colaboradores que contribui reportando e validando evidências sobre as violências ocorridas.
3:: Coleta e sistematização de informações oficiais ou validadas junto a órgãos dos governos.
4:: Levantamento em meios de comunicação e redes sociais a respeito dos eventos que ocorreram na região.
5:: Ida da equipe a campo a fim de qualificar as informações recebidas.
6:: Sistematização de todas as informações sobre violações de direitos ocorridas nas favelas da Maré.
7:: Análise e gestão das informações que compõem o banco de dados para a criação de indicadores sobre violações de direitos.
Rio de Janeiro, 19 de março de 2026 - Desde 2016, a equipe da Redes da Maré, organização não-governamental que atua na Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro, faz o monitoramento contínuo dos impactos da violência armada no conjunto de 15 favelas que formam o bairro Maré, recolhendo dados de confrontos dos grupos armados e de operações policiais no território. Em dez anos de registros, foram contabilizadas 231 operações policiais, com 160 mortes e 1.538 violências e violações de direitos dos moradores da Maré, incluindo ameaças, tortura e cárcere privado. Os números impressionam e estão reunidos na 9ª edição do “Boletim Direito à Segurança Pública na Maré – dados 2025", que traz a série histórica de monitoramento do projeto De Olho na Maré, entre 2016 e 2025.
Lançamento do Boletim Direito à Segurança Pública na Maré. O material foi lançado no segundo dia do 3º Congresso Falando Sobre Segurança Pública na Maré, organizado pela Redes da Maré em 24 de março de 2026.
DIREITO À SEGURANÇA PÚBLICA NA MARÉ - DADOS 2024 - 2025.1
Nesta edição do Boletim Direito à Segurança Pública na Maré, refletimos e apresentamos dados sobre a violência armada e os seus efeitos na educação de estudantes de 49 escolas públicas do Conjunto de Favelas da Maré. São informações relativas às operações policiais ao longo do ano de 2024 e primeiro semestre de 2025.
DIREITO À SEGURANÇA PÚBLICA NA MARÉ ADPF 635 - DADOS 2024
O Boletim De Olho na ADPF 635 é uma edição especial do Boletim Direito à Segurança Pública na Maré, que chega a sua 9º edição, neste ano, construído a partir da produção de dados primários realizada pela Redes da Maré desde 2016. O projeto De Olho na Maré tem como premissa a sistematização dos dados sobre os impactos das operações policiais no Conjunto de Favelas da Maré, chamando atenção para a importância da efetivação das medidas que estão sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da votação da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 635, mais conhecida como ADPF das Favelas. Nesta publicação, será apresentado um panorama sobre os descumprimentos e efeitos da ADPF 635 no Conjunto de Favelas da Maré, tendo por base o monitoramento realizado durante o ano de 2024.
2º CONGRESSO FALANDO SOBRE SEGURANÇA PÚBLICA NA MARÉ
O 2º Congresso Falando Sobre Segurança Pública na Maré, organizado pela Redes da Maré, reuniu diversos atores sociais com o objetivo de discutir e compartilhar experiências sobre o direito à segurança pública em favelas e comunidades populares. Este evento foi um espaço aberto para estudantes, trabalhadores, ativistas, moradores da Maré e de outras favelas, permitindo que vozes diversas e muitas vezes criminalizadas pudessem contribuir para a construção de soluções e reflexões sobre seus territórios e campos de trabalho.
8 ª EDIÇÃO - 2023
Na 8ª edição do Boletim Direito à Segurança Pública na Maré, a Redes da Maré reflete e apresenta dados sobre a violência armada e os seus efeitos na vida cotidiana de moradores das 15 favelas da Maré durante o período de 2023. São informações relativas às operações policiais e aos confrontos entre grupos armados ocorridos ao longo do ano. Foram traçadas análises comparativas entre o ano de 2023 e os cinco anos anteriores, o que permite uma visão mais ampla e de longo prazo sobre o que intensifica ou atenua o cenário crítico de violações e violências que atingem os moradores nas 15 favelas da Maré. Em 2023, o Estado cometeu 211 violações de direitos humanos durante as incursões dos agentes de segurança pública na Maré. A mais recorrente foi a invasão de domicílio, que aconteceu em 77% das operações.
7ª EDIÇÃO - 2022
Nesta 7ª edição do Boletim Direito à Segurança Pública na Maré, a Redes da Maré reflete e apresenta dados sobre a violência armada e os seus efeitos na vida cotidiana de moradores das 15 favelas da Maré durante o período de 2022. São informações relativas às operações policiais e aos confrontos entre grupos armados ocorridos ao longo do ano. Foram traçadas análises comparativas entre o ano de 2022 e os cinco anos anteriores, o que permite uma visão mais ampla e de longo prazo sobre o que demonstradamente intensifica ou atenua o cenário crítico de violações e violências que atingem os moradores nas 15 favelas da Maré. Em 2022, houve um aumento significativo no número de intervenções policiais e, por consequência, de homicídios.
6ª EDIÇÃO - 2021
No período de pandemia da covid-19, após 18 meses de suspensão de operações policiais em favelas do Rio de Janeiro determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da “ADPF das Favelas”, o 6º Boletim Direito à Segurança Pública na Maré analisa os efeitos desta determinação. A equipe destacou como seu cumprimento varia pelo Conjunto de Favelas da Maré, ou mesmo entre o território e outras favelas da região metropolitana do Rio de Janeiro.

EDIÇÃO ESPECIAL 1º SEMESTRE 2021
As mudanças em relação às orientações da política de Segurança Pública no Rio de Janeiro, através de instrumentos jurídicos como a Ação Civil Pública da Maré (ACP da Maré) e a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 635 (ADPF das Favelas), sobretudo com a suspensão das operações policiais durante a pandemia, no Estado do Rio de Janeiro em 2020, não foram sustentáveis a longo prazo. Este boletim evidencia diversas flexibilizações que impactaram na redução da violência e na violação de direitos aos mais de 140 mil moradores da Maré.
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5ª EDIÇÃO - 2020
As informações sobre confrontos armados e violações de direitos colhidos por tecedores da Redes da Maré nesses últimos cinco anos apontam situações recorrentes de violência. Leia o documento completo da 5ª Edição do Boletim Direito à Segurança Pública na Maré.
4ª EDIÇÃO - 2019
A 4ª edição do Boletim Direito à Segurança Pública na Maré, com dados coletados ao longo de 2019, foi lançada no começo de 2020. O material vem sendo editado anualmente, desde 2016, com dados atualizados ano a ano, traçando ainda um comparativo no tempo. Em 2020, a Redes da Maré inova e lança ainda mais dois instrumentos para aprofundar o olhar e a análise sobre a situação, são eles: Mapa on-line e Tabela de dados.
Dado o aumento da violência armada no território de favelas da Maré em 2019, publicou-se ainda uma edição semestral que pode ser lida AQUI.
SEGUNDO BOLETIM DE MONITORAMENTO E ENFRENTAMENTO ÀS VIOLÊNCIAS NAS FAVELAS DA MARÉ
O segundo Boletim de monitoramento e enfrentamento às violências nas Favelas da Maré é uma iniciativa do eixo Direito à Segurança Pública e Acesso à Justiça, da Redes da Maré. Tem por objetivo apresentar os dados sobre as diferentes violências e violações de direitos que atingem a população do conjunto de Favelas da Maré, no Rio de Janeiro, onde residem cerca de 140 mil pessoas, distribuídas em 16 Favelas (ver nota sobre Marcílio Dias). Coletadas e sistematizadas pelo projeto De Olho na Maré, no período entre julho de 2022 e junho de 2023, essas informações foram identificadas no contexto de acolhimentos, atendimentos e acompanhamentos realizados pelos profissionais da Redes da Maré, diretamente com moradores que relataram o que sofreram. São pessoas que testemunham e registram as violências associadas a questões como gênero, mobilidade, saúde mental, racismo, entre outras.

Boletim de Monitoramento e Enfrentamento às Violências na Maré
O Boletim Direito à Segurança Pública na Maré reúne, anualmente, dados inéditos sobre a violência armada no conjunto de favelas da Maré, na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro. Os dados quantitativos e qualitativos são coletados continuamente pelo projeto “De Olho na Maré”. Ao longo dos últimos anos, o monitoramento diário dos diferentes impactos da ação ou da omissão do Estado na Maré evidencia o quadro de insegurança urbana causado por um modelo de segurança pública de confronto, predominante no Rio de Janeiro, que submete moradores de favelas e periferias a condições extremas de injustiça, negação de direitos, invisibilidade, medo e dor.
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Coordenador
Bacharel e Licenciado em História pela PUC-Rio, mestre em História Social pela UFF e pós-graduando em Gestão de Projetos pela USP. Cria do Parque Rubens Vaz, no Conjunto de Favelas da Maré, e ex-aluno dos cursos preparatórios da Redes da Maré. Pesquisa segurança pública, violência de Estado, história das favelas e movimentos sociais comunitários.
Pesquisadora
Antropóloga pelo Museu Nacional/UFRJ, atua no De Olho na Maré (Redes da Maré) e foi pesquisadora do LEV/UFC. Trabalha há mais de 10 anos com violência armada, segurança pública e direitos humanos. É atriz e artista visual, com passagem pela Escola Entre Lugares Maré e MAR, além de 2º lugar no Prêmio Pierre Verger 2026.
Pesquisador
Historiador, urbanista social (INSPER) e defensor dos direitos humanos. Doutorando em História Política na UERJ, atua como pesquisador em Segurança Pública na Redes da Maré. É fundador e diretor da organização Movimentos, onde também desenvolve atuação como Redutor de Danos.
Ministério da Igualdade Racial
Ministério Público do Trabalho
15 Associações de Moradores da Maré
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Em 2021, das 110 situações de violência armada, tanto relacionadas à atuação das polícias quanto dos grupos armados, o projeto De Olho na Maré registrou 110 plantões presenciais e pesquisa para coleta de informações realizadas pela equipe do eixo Direito à Segurança Pública e Acesso à Justiça. | Foram realizadas 94 visitas presenciais ou contatos on-line de busca ativa a membros e instituições da rede de colaboradores do projeto para verificação e confirmação de dados coletados. | Lançamento on-line da 5ª edição do Boletim Direito à Segurança Pública na Maré com dados de 2020 que contou com a presença do professor Daniel Hirata, professor adjunto do Departamento de Sociologia e Metodologia em Ciências Sociais da Universidade Federal Fluminense (UFF), da diretora e fundadora da Redes da Maré, Eliana Sousa Silva, e da coordenadora do De Olho na Maré, Camila Barros. | Lançamento da edição especial sobre o primeiro ano de ADPF 635 das Favelas do Rio de Janeiro.
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